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Direção de arte, ilustração e animação · Prefeitura de São Paulo, 2018

O Aedes aegypti em computação gráfica, personagem central da campanha

Por que fomos chamadas

A campanha já chegava com uma ideia forte: transformar o próprio Aedes aegypti no vilão da história.

O personagem já aparecia em cartazes de abrigo de ônibus, relógios de rua, cartelas de filme e banners em diversos formatos. Ele tinha até uma conta própria nas redes sociais, o @mosquitovilao, com foto de perfil e tudo.

Mas uma coisa é um personagem funcionar parado no cartaz. Outra é ele sustentar uma presença digital por meses.

Nas redes, ele precisava se mexer, reagir, aparecer em novas situações e continuar interessante semana após semana. Foi aí que a gente entrou.

O mosquito renderizado de perfil, sobre fundo escuro
O mosquito com a nova expressão, em close

Como manter viva, por meses, uma campanha de saúde pública em um feed onde ninguém entra querendo pensar em dengue?

Demos mais cara e personalidade ao vilão. O mosquito ganhou nova modelagem, novo rosto e mais atitude. Saiu do território da ilustração científica e virou personagem de verdade, com expressão, presença e flexibilidade para funcionar em vários formatos — do banner estreito ao post em tela cheia.

Colocamos o vilão em movimento. Criamos animações para redes sociais, capa animada e peças de mídia, ampliando o repertório visual da campanha e ajudando o personagem a ocupar melhor os canais digitais.

Organizamos a direção de arte das postagens em dois caminhos visuais. Como a campanha precisava durar, ela não podia depender de um único tom. Por isso, as peças foram pensadas em dois registros diferentes, usados conforme a mensagem.

O primeiro trabalhava com fotografia tratada em duotone, sempre com uma cor dominante por peça. Era o caminho usado para os focos dentro de casa: calha entupida, caixa d’água destampada, horta caseira, geladeira. Imagem real, direta, sem piada — porque orientação prática precisa ser clara.

O segundo registro era mais gráfico: vetor chapado, fundo de cor sólida e o mosquito recortado em primeiro plano. Esse caminho aparecia nas peças ligadas ao calendário, como Black Friday, sexta-feira e feriado prolongado. A ideia era aproximar a campanha da linguagem das redes, para que ela parecesse conteúdo de feed, não apenas mais um anúncio institucional.

Essa alternância ajudou a campanha a respirar. O tema continuava o mesmo, mas a forma de chegar até as pessoas mudava ao longo do tempo.

O vilão no calendário


Post de feriado prolongado: luvas recolhendo garrafas no quintal
Post de 20 de novembro: agente de saúde em campo, em duotone verde
Post sobre náuseas como sintoma, com pictograma sobre fundo amarelo

Os focos dentro de casa

Post sobre calha entupida, com folhas acumuladas, em duotone dourado
Post sobre horta caseira: vasos de planta em duotone ciano

Post do Dia D de combate ao mosquito, com agentes em campo
Lembrete do Dia D, com agentes usando nebulizador

Na mídia

Direção criativa | Fernando Santosa

Campanha da Secretaria do Governo Municipal de São Paulo, criada pela Lua Propaganda.

A Engrenagem.co assinou a direção de arte das postagens, as ilustrações e as animações.